So, cá estamos novamente depois de pouco mais de um mês.
Foram 3 filmes neste fim de semana preguiçoso. Vamos aos comentários:
Hobin Hood. Sou fã do Russell Crowe desde Uma Mente Brilhante, onde me identifiquei um pouco com o tal John Nash. Não que eu seja esquisofrênico, mas excêntrico sim... Enfim. Robin Hood narra como se deu a formação da lenda daquele que "toma dos ricos para dar aos pobres". Assim como tantos outros contos - e ai você vai precisar consultar Hans Christian Andersen - este narra, de forma figurada, as relações existentes entre as classes na antiguidade. Esta, claro, mostra a visão da plebe.
Até certo ponto fiquei me perguntando que filme era aquele, até que percebi que o enredo mostra como se deu todo o desenrolar até o início daquele Hobin Hood que conhecemos. Depois, em conversas que ensina mais do que uma aula, vi que mesmo este enredo não é tão fiel assim...
Mas a história é boa e as atuações também. Russell Crowe lembra sua atuação em Gladiador. Alias, o diretor é o mesmo - Ridley Scott. Vale muito assistir.
Precious - Preciosa. Enrolei um tanto para assistir... O trailer consumiu algumas das minhas emoções e acho que estava me poupando um pouco em relação ao filme. Bom, assisti e [...] muito bom! História forte, real e reflexiva. O que quero comentar é a situação do desfecho. Por óbvio não vou dizer o final, mas convido a quem assistiu ou ainda vai fazê-lo, a refletir sobre o que se passa no final.
A estória fala de esperança e superação pessoal - a de Precious Jones, protagonista da trama -, mas traz a tona também, pelo menos na minha percepção, a da redenção. Lembro-me agora de Bob Marley, com sua Redention Song [...]. Como "dizia", vale a pena avaliar o desfecho sob esta ótica. Todos nós temos permissão da vida para errar e mais permissão ainda para nos redimir.
Acho que o roteiro, para ser prefeito na minha avaliação, poderia ter incluído algo neste sentido no final... Assistam e entendam o que estou dizendo.
A Ilha do Medo. Roteiro muito bom. Leonardo Di Caprio realmente não é só um rostinho bonito. Lembro-me de sua atuação em Gangues de Nova Iorque, que foi muita boa. Em tempo, seu sucesso refere-se à sua competência, de fato. Titanic não vale lembrar, pois alí parecia que ele seria só mais um rostinho iniciante. Apesar do talento demonstrado (óbvio).
Voltando ao enredo. É uma trama muito boa, que vai dando dicas ao longo das mais de 2 horas de fime sobre o desfecho. E, mesmo tendo imaginado que poderia ser aquele desfecho, ainda me surpreendi. Ou seja, é possível supor que seria aquilo, mas como a própria estória conta, é difícil separar realidade da ilusão. Vale muito a pena assistir.
Até a próxima!
domingo, 26 de setembro de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Lembretes da vida...
Minha mesa tem o meu computador onde escrevo este texto, é um belo computador que ainda tem alguns meses para ser completamente pago...
Tem uma garrafa d'água semi cheia (ou se você preferir, semi vazia), tem óculos, canetas, contas, revista aberta, uma bíblia, minhas caixas de som tocando um house (é uma mixagem de uma música do Raul: "já bebi daquela água, quero agora vomitar [...] quem não tem colírio usa óculos escuro", a chave de casa, minha carteira, dinheiro solto...
E tem um livro que acabei de comprar... (Ah, o vinho tá na cozinha... Deixei-o lá... Senão seria algo a mais na mesa). Bom, como lembrei-me dele fui lá tomar um gole... O vinho está acompanhando uma receita nova que estou fazendo, seguindo dicas da Dona Regina (a progenitora).
Bom, onde eu estava? (deve ser o vinho...). Ah sim, falava do livro. Pois bem, "Rosinha, Minha Canoa", de José Mauro de Vasconcelos. Quem?? Pois é, eu também não conhecia. É o autor do consagrado "O Meu Pé de Laranja Lima". Mas o que tem, enfim, este livro?
Na primeira folha (ou página) do livro tem uma dedicatória de 10/02/1969 (comprei o livro em uma feira artesanal) que diz: "Mina, que a vida lhe sorria sempre e a felicidade seja sua eterna companheira. Da amiga de sempre, Neli".
Perfeição, você não acha? Não? Então por que ainda está lendo isso? Bom, se ainda está lendo, tem mais (e mais perfeito ainda): "Amar não é olhar um para o outro; é olharem ambos na mesma direção." Citação de Saint Exupéry, o autor de O Pequeno Príncipe. Esta citação está na página seguinte.
Fora o fato do cidadão que me vendeu o livro ter mudado rapidamente o valor de 7 para 27 na contracapa do livro, achando que eu não tinha percebido, estas duas mensagens, de 41 anos atrás me faz pensar que passa o tempo, vem os modismos, as mocinhas se entopem de maquiagens, os mocinhos tomam suas bombas, as mocinhas compram partes do corpo, os mocinhos tem os carros mais descolados, as mocinhas usam o vestido da moda, os mocinhos e mocinhas se usam, ambos se agridem, ambos seguem as tendências...
É claro que não é necessário viver as avessas com tudo isso - eu também tenho os meus apegozinhos (...) -, mas o que imagino que precisa ser considerado é a verdadeira motivação para tudo isso. Por qual motivo real fazemos o que fazemos?
Uma dica de leitura que tem tudo a ver com isso é a reportagem de capa da revista Vida Simples. Veja aqui.
Voltanto... A mensagem é a seguinte: 41 anos para que uma mensagem chegasse até mim... Na época que foram escritas, meus pais eram crianças (...).
O que jamais se altera é a nossa alma, aquilo que todos nós temos que nada, jamais, poderá apagar. Mas ofuscar, infelizmente sim. Nossas necessidades (falsas, acredite!) de nos comportar conforme mandam os gabaritos e modismos sociais apenas nos faz afastar-nos do nosso verdadeiro EU, aquele pontinho que nasce dentro de nós que é capaz de trazer toda a segurança, tranquilidade, equanimidade, coerência, contemplação, envolvimento, etc, que tanto buscamos inconsciente, mas usando os meios errados.
É sabido que o tamanho da frustração depende diretamento do tamanho da expectativa. Li estes dias que certa pessoa (um guru espiritual), quando percebe que sua expectativa não será atendida ou obtida, simplesmente muda a expectativa. Terceira coisa perfeita deste texto.
Por fim, convido a todos, incluindo-me, a abrir os nossos olhos (míopes muitas vezes) para o nosso interior. Ser feliz é a ÚNICA coisa que viemos fazer aqui. Mas é para ser verdadeiro...
Tem uma garrafa d'água semi cheia (ou se você preferir, semi vazia), tem óculos, canetas, contas, revista aberta, uma bíblia, minhas caixas de som tocando um house (é uma mixagem de uma música do Raul: "já bebi daquela água, quero agora vomitar [...] quem não tem colírio usa óculos escuro", a chave de casa, minha carteira, dinheiro solto...
E tem um livro que acabei de comprar... (Ah, o vinho tá na cozinha... Deixei-o lá... Senão seria algo a mais na mesa). Bom, como lembrei-me dele fui lá tomar um gole... O vinho está acompanhando uma receita nova que estou fazendo, seguindo dicas da Dona Regina (a progenitora).
Bom, onde eu estava? (deve ser o vinho...). Ah sim, falava do livro. Pois bem, "Rosinha, Minha Canoa", de José Mauro de Vasconcelos. Quem?? Pois é, eu também não conhecia. É o autor do consagrado "O Meu Pé de Laranja Lima". Mas o que tem, enfim, este livro?
Na primeira folha (ou página) do livro tem uma dedicatória de 10/02/1969 (comprei o livro em uma feira artesanal) que diz: "Mina, que a vida lhe sorria sempre e a felicidade seja sua eterna companheira. Da amiga de sempre, Neli".
Perfeição, você não acha? Não? Então por que ainda está lendo isso? Bom, se ainda está lendo, tem mais (e mais perfeito ainda): "Amar não é olhar um para o outro; é olharem ambos na mesma direção." Citação de Saint Exupéry, o autor de O Pequeno Príncipe. Esta citação está na página seguinte.
Fora o fato do cidadão que me vendeu o livro ter mudado rapidamente o valor de 7 para 27 na contracapa do livro, achando que eu não tinha percebido, estas duas mensagens, de 41 anos atrás me faz pensar que passa o tempo, vem os modismos, as mocinhas se entopem de maquiagens, os mocinhos tomam suas bombas, as mocinhas compram partes do corpo, os mocinhos tem os carros mais descolados, as mocinhas usam o vestido da moda, os mocinhos e mocinhas se usam, ambos se agridem, ambos seguem as tendências...
É claro que não é necessário viver as avessas com tudo isso - eu também tenho os meus apegozinhos (...) -, mas o que imagino que precisa ser considerado é a verdadeira motivação para tudo isso. Por qual motivo real fazemos o que fazemos?
Uma dica de leitura que tem tudo a ver com isso é a reportagem de capa da revista Vida Simples. Veja aqui.
Voltanto... A mensagem é a seguinte: 41 anos para que uma mensagem chegasse até mim... Na época que foram escritas, meus pais eram crianças (...).
O que jamais se altera é a nossa alma, aquilo que todos nós temos que nada, jamais, poderá apagar. Mas ofuscar, infelizmente sim. Nossas necessidades (falsas, acredite!) de nos comportar conforme mandam os gabaritos e modismos sociais apenas nos faz afastar-nos do nosso verdadeiro EU, aquele pontinho que nasce dentro de nós que é capaz de trazer toda a segurança, tranquilidade, equanimidade, coerência, contemplação, envolvimento, etc, que tanto buscamos inconsciente, mas usando os meios errados.
É sabido que o tamanho da frustração depende diretamento do tamanho da expectativa. Li estes dias que certa pessoa (um guru espiritual), quando percebe que sua expectativa não será atendida ou obtida, simplesmente muda a expectativa. Terceira coisa perfeita deste texto.
Por fim, convido a todos, incluindo-me, a abrir os nossos olhos (míopes muitas vezes) para o nosso interior. Ser feliz é a ÚNICA coisa que viemos fazer aqui. Mas é para ser verdadeiro...
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Nova (e boa!) MPB: Eu, Você e Maria
A primeira que ouvi foi O Nosso Quintal e, inevitavelmente - você pode concordar ou não depois de curtir -, lembrei-me do Teatro Mágico. Tal qual, Eu, Você e Maria nos apresenta uma nova MPB, tão maravilhosa quanto.
A música Botão diz que é "mais fácil ver nascer do que parir a vida"... Isso mostra um pouco da mensagem que este belo grupo passa nas letras. Seu som não tem exageros e dá aquela sensação de estarmos todos em uma roda, conversa vai, violão toca, as vozes suaves cantam.
Acessem o link acima e ouçam esta boa música!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Festa da Cerejeira em Flor, Campos do Jordão
Segundo a minha grande sabedoria materna, os antigos japoneses celebravam a florescência das cerejeiras como um sinal de bom grado dos deuses. Então, quando as flores chegavam, havia a grande celebração. E o que se nota nesta bela foto é que os Deuses realmente estão de bem...
A apresentação que pode ser vista neste vídeo simboliza a partida dos homens para a guerra e das mulheres para a colheita, que será farta, segundo prenúncios divinos. Então este é um cântico de guerra, mas também de agradecimento.
Quem puder em algum momento, vale a pena visitar o festival. Eu vi o início, mas o final terá que ser contemplado no próximo florescer das cerejeiras.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Justiça em Bloemfontaine
O jogo entre Inglaterra e Alemanha nem terminou, mas já estou comentando o lance do gol não dado da Inglaterra.
O futebol é algo mágico por muitas coisas. E uma delas aconteceu neste episódio. Em 66, na final entre os dois mesmos times, o terceiro gol inglês foi uma bola que, ao contrário da de hoje, bateu na linha e não entrou, em um lance muito parecido. Na ocasião, o juiz deu o gol.
São 44 anos de história do futebol desde 66, e agora, em Bloemfontaine, no Free State, acontece a justiça daquele jogo!
E o futebol continua mágico.
O futebol é algo mágico por muitas coisas. E uma delas aconteceu neste episódio. Em 66, na final entre os dois mesmos times, o terceiro gol inglês foi uma bola que, ao contrário da de hoje, bateu na linha e não entrou, em um lance muito parecido. Na ocasião, o juiz deu o gol.
São 44 anos de história do futebol desde 66, e agora, em Bloemfontaine, no Free State, acontece a justiça daquele jogo!
E o futebol continua mágico.
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